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A verdade sobre os ''educativos'' na corrida

Será mesmo que os exercícios educativos que tantos blogs e canais sugerem impactam na velocidade ou na técnica da corrida de rua ? Como melhorar na corrida?


Quando fazemos um levantamento prévio percebemos que NÃO, os exercícios ''educativos'' não oferecem BENEFÍCIOS transferíveis na corrida de rua.


Vamos discutir isso...

A ciência do esporte aponta que fatores de potência muscular afetados por uma interação de características neuromusculares, podem ser melhores determinantes do desempenho de atletas de resistência em nível de elite. Frisando ATLETAS e não nós, mortais e corredores amadores, mortais.


Sério Bia ?


Sério ! O treino feito para esses determinantes se chama treinamento pliométrico, que se resume na forma de força explosiva. O mesmo usa movimentos explosivos para desenvolver força muscular, que é a capacidade de gerar uma grande quantidade de força rapidamente [1].

Entretanto, não vemos essa aplicação no dia a dia dos corredores de longa distância, como maratonistas, por exemplo, mesmo sendo um treino simples e sem a necessidade de equipamentos.


Porque isso Bia ?


O que o torna inacessível ?


1- a falta de familiaridade dos profissionais com esse tipo de treino.

2-a necessidade de feedback dos exercícios, uma vez que feitos de maneira inadequada podem causar prejuízos.


Talvez esse seja o motivo de apenas atletas de elite utilizarem essa mina de ouro.

Um exemplo dessa mina de ouro, um treinamento com intervalo de sprint no campo. Um estudo verificou melhora significativamente a corrida de 3.000m, tempo até a exaustão em corredores treinados. O treinamento intervalado da Sprint em campo é um meio econômico de melhorar o desempenho de resistência e potência em atletas treinados [3].

Essa tipo de treino é o único com evidências positivas para melhora de técnica de corrida e tem sido usada apenas no atletismo.


Não temos para corrida de rua (meia, maratona, triathlon) evidências positivas para educativos como sprint, anfersen, hopserlauf, skipping ou step, mesmo que bem executados e periodizados.


O estudo de Lum (2016) concluiu que a inclusão dos exercícios educativos em um programa de treinamento de 15 semanas não gera alterações positivas na velocidade de corrida de atletas amadores [1-2].


Outro apontamento importante é a qualidade do protocolo escolhido. O protocolo precisa:


1) ser de acordo com o nível de treinamento do corredor,

2) considerar seu objetivo

3) considerar as características individuais do corredor.


Por isso, corredor, atenção a essas indicações gerais, sem considerar seu histórico de lesões, treinamento e características individuais.


Em outras palavras, SEM uma periodização adequada e individualizada não é possível ganhar performance de elite, ainda! A ciência está avançando de, então a boa notícia é que em breve teremos tudo isso direcionado e interligado com dados dos smartphones, por meio de tecnologia e algoritmos bem fundamentados.


Então vamos ficar ligados com as novidades :)


Referência 1: Efeito do treinamento com exercícios educativos sobre a velocidade na corrida. Programa de Educação Tutorial (PET) - Ministério da Educação - Escola de Educação Física e Esporte - USP, Amadrio, A.C.1 , Serrão, J.C.

Referência 2: Lum, D., Tan, F., Pang, J., & Barbosa, T. M. (2016). Effects of intermittent sprint and plyometric training on endurance running performance. Journal of Sport and Health Science.

Referência 3: J Strength Cond Res. 2018. Six Sessions of Sprint Interval Training Improves Running Performance in Trained Athletes. Koral J1,2, Oranchuk DJ2,3, Herrera R1, Millet GY2.

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