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O que você deveria saber sobre: CORRER COM MÁSCARA

Enfrentamos atualmente uma nova adaptação: Correr de máscara.

Mas será que essa nova condição altera nosso parâmetros de saúde e de comportamento cardiorrespiratório?

O estudo número 1 afirma que pessoas saudáveis apresentam as respostas cardiopulmonares e metabólicas, que foram monitoradas por ergoespirometria por meio de dez domínios de conforto e desconforto do uso de máscara, avaliados por questionário.

O estudo consistiu principalmente de médicos que trabalham em um hospital universitário que estão muito familiarizados com máscaras médicas e têm uma atitude positiva em relação à proteção pessoal.





Se você já experimentou a vivência pode relatar aqui embaixo qual foi o nível de desconforto que sentiu:




Os dados desse primeiro estudo mostram que o uso da máscara leva a um desconforto subjetivo grave durante o exercício. O que aprendemos ainda nesse estudo:


  1. DESCONFORTO

--tolerância ao exercício diferenciado

--resistência à respiração, calor, tensão e desconforto geral são os itens com maior influência na percepção subjetiva.


2, PERFORMANCE ESPORTIVA

‘’ Vai alterar!

‘’ O aumento da resistência respiratória é especialmente problemático para pacientes com doenças pulmonares obstrutivas crônicas. [nesses casos precisamos de uma ATENÇÃO ESPECIAL!], pois o risco de complicações de saúde é aumentado.


3. FUNÇÃO PULMONAR

-- O aumento da resistência respiratória, que provavelmente é maior durante o estresse, leva a um trabalho respiratório elevado e a uma limitação da ventilação.

-- Há um impacto significativo nos parâmetros pulmonares


4. FUNÇÃO CARDIOVASCULAR

-- O aumento da resistência respiratória pode aumentar e prolongar a atividade inspiratória, levando a uma pressão intratorácica mais negativa

--- Mais negativa aumenta a pré-carga cardíaca.


Esses dados sugerem uma compensação miocárdica pela limitação pulmonar em voluntários saudáveis. Em pacientes com função miocárdica comprometida, essa compensação pode não ser possível, AQUI A EXPLICAÇÃO PARA O RISCO.


O estudo 2 identificou que o uso de uma máscara cirúrgica durante uma sessão de exercício indoor [em ambiente fechado] em intensidade submáxima, ou seja, pedalar por cerca de 15 minutos, determina uma maior falta de ar percebida, enquanto a frequência cardíaca, o acúmulo de ácido lático e a taxa de esforço percebido NÃO são afetados.


Resumindo NÃO TEMOS RESPOSTAS conclusivas sobre as complicações e limitações do treino aeróbio com máscara em ambientes abertos.


Logo, as partículas de vírus nas gotículas respiratórias podem ser transmitidas em maior extensão durante diferentes formas de exercício físico, muitos esportes ou atividades amadores, por isso USEM MÁSCARA o tempo todo, especialmente na prática ao ar livre.




Referência estudo 1: Effects of surgical and FFP2 / N95 face masks on cardiopulmonary exercise capacity. Fikenzer, Sven, Lavall, T Uhe , Falz, U Rudolph R, Hepp, M Busse P, Clinical Research in Cardiology. 2020.


Referência estudo 2: Lorenzo Boldrini et al. Wearing surgical masks does not affect heart rate and blood lactate accumulation during cycle ergometer exercise. J Sports Med Phys Fitness. 2020.


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