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Controle de carga na corrida de rua: porque você deveria se preocupar

Um questionamento frequente dos corredores sobre volume e carga, se refere a implicação em diversos momentos, seja durante o treinamento, pré ou pós-prova:


Existe um ideal de volume ?

A sobrecarga interfere ?

Há impacto da velocidade ou de outro elemento ?


Investigar o impacto dessas variáveis na cinemática (qualidade do movimento) nos ajuda a entender os custos de energia, além de possíveis mecanismos causadores de lesão, que quase sempre acontecem em provas longas, como a maratona.


Essa indagação motivou um estudo que tinha a hipótese que a magnitude de carga incremental, ou seja, uma treino com sobrecarga na corrida, resultaria em mudanças significativas no modo de corrida, especificamente na fase de apoio.


Será que isso responde e nos ajuda a entender os mecanismos causadores de lesão? Talvez, parcialmente...


Um grupo de estudos da Austrália** investigou essa hipótese em velocidades diferentes (aumentos de velocidade), 30 corredores com sobrecarga de 0 a 20% do peso corporal.

A magnitude da sobrecarga foi positivamente relacionada a potência articular.

O que nos leva a refletir que aumentos de velocidade e sobrecarga do peso corporal podem interferir na posição articular durante a corrida.

Outro achado foi que a velocidade MAIOR refletiu no poder sequencial de coordenação articular, ou seja, a participação foi alterada de distal para proximal (tornozelo-joelho) e ainda, aumentos de carga influenciaram os ângulos nas extremidades, o que pode nos ajudar a entender o porquê da maior participação das extremidades (pés, tornozelo) e frequência de lesão nesta região do corpo.


Mas Biiaaa então, como?

Como melhorar a minha corrida?


A combinação de um treinamento bem desenhado associado a alimentaçãoa dequada e sono em dia, são os fatores que parecem ajudar os corredores a diminuirem o risco de lesão.


Para finalizar, uma exigência maior no tornozelo pode contribuir mais fortemente para transportar essa sobrecarga em velocidades mais rápida, que é o que observamos no final das provas longas, predispondo o indivíduo a uma chance maior de desenvolver lesão no tendão de Aquiles, em decorrência a uma carga acumulada na região.


Essa discussão agrega conhecimento do porque os corredores sentem tanto prejuízo nas extremidades em provas longas e reforça a importância do repouso e recuperação afim de evitar prejuízos mais significativos, além de uma qualidade no retorno às atividades.


Dá uma olhada nesse vídeo:




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Beijinhos, até a próxima.


Referencia** Liew, B. X. W., Morris, S., & Netto, K. (2016). Joint power and kinematics coordination in load carriage running: Implications for performance and injury. Gait and Posture, 47, 74–79. https://doi.org/10.1016/j.gaitpost.2016.04.014


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